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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Estudante vítima de dengue no RJ foi liberada horas antes de morrer, diz pa

Menos de 12h antes de morrer, a estudante Fernanda de Souza, de 19 anos, vítima de dengue hemorrágica no Rio, foi atendida e liberada do Hospital da Barra (antiga Clínica São Bernardo), no sábado (2).  O pai da estudante, Hernani Alfredo de Souza Freitas, acusa o hospital de negligência e afirma que a filha foi liberada três horas após fazer repouso e ser hidratada com soro, sob alegação de que estava bem e tinha sofrido apenas uma desidratação. A morte de Fernanda eleva para nove o número de vítimas da doença na capital fluminense.
“Eu perguntei à médica: ‘posso levar minha filha pra casa?’. Ela respondeu: ‘sem problema, não precisa observação’. Ela passou um medicamento e eu insisti: ‘doutora, ela não precisa ficar internada?’. E ela disse: ‘não senhor’. Essa médica tem que ser punida, ela tem que ser responsabilizada”, disse Hernani, que é despachante público do estado.
A informação da morte da jovem por dengue foi confirmada nesta segunda-feira (4), pelo Hospital Barra D’or, onde ela deu entrada no sábado à noite e morreu cerca de 30 minutos depois.
A versão do hospital
Através de nota, o Hospital da Barra, na Zona Oeste do Rio, lamentou a morte da estudante e informou que a equipe médica “submeteu a paciente a exames laboratoriais e físicos, que apontaram que seus sinais vitais (pressão arterial, frequência cardíaca, frequência respiratória, temperatura axilar e saturação de oxigênio) e nível de plaquetas e leucócitos estavam normais”.
O hospital disse ainda que Fernanda não apresentava sintoma grave de dengue, “mas uma leve desidratação”. A jovem chegou à unidade por volta das 9h e foi liberada às 12h, após ter apresentado melhoras, segundo o hospital.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

MACEIÓ: APÓS QUATRO MORTES POR SUPER BACTÉRIA, HOSPITAL ISOLA SEIS PESSOAS.

O Hospital Universitário de Maceió, em Alagoas, fechou nesta sexta-feira (1º)  por tempo indeterminado a maternidade e a UTI Neonatal da instituição. A medida foi tomada por causa da suspeita de que uma superbactéria tenha causado a morte de quatro pessoas – sendo três bebês e um idoso.  Outras seis pessoas são mantidas isoladas  porque se infectaram com o micro-organismo.
A bactéria que atinge o hospital alagoano é a Acinetobacter baumannii, diferente da bactéria que, desde o ano passado, preocupa autoridades de saúde brasileiras – a KPC (Klebsiella pneumoniae carbapenemases) já causou mortes no Distrito Federal, Tocantins, Amapá, Pernambuco e Rio de Janeiro.
De acordo com a assessoria do hospital, como os pacientes que morreram estavam muito debilitados, ainda não é possível confirmar que a causa dessas mortes seja a superbactéria.
A bactéria Acinetobacter foi encontrada em três bebês e um idoso que morreram no hospital nos meses de fevereiro e março. Um dos bebês nasceu prematuro e com má-formação, enquanto os outros dois eram prematuros extremos (nascidos com até 30 semanas de gestação). Já o idoso tinha sofrido um derrame e estava com a saúde bastante debilitada.
Além deles, outras seis pessoas se infectaram com a superbactéria e, por isso, estão isoladas na UTI do hospital. Desses pacientes, quatro são bebês e os outros dois são adolescentes.

 
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